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Notícias

  • Crise com a Rússia aumentou importância da REN

    A crise entre a Europa e a Rússia "fez aumentar a importância geopolítica da REN", como "companhia estratégica" no aprovisionamento de gás natural, comentou ao Expresso o recém-eleito presidente da Redes Energéticas Nacionais (REN), Rui Vilar, à saída da Assembleia Geral da empresa, realizada quinta-feira nas instalações de Sacavém e que contou com a representação de 82% do capital da REN.


    Fonte: Expresso
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  • Estado consegue captar 856 milhões dos particulares

    O Estado conseguiu captar até novembro mais 856 milhões de euros das poupanças dos particulares no retalho, especialmente depois de lançar os novos certificados do tesouro, que atraíram 425 milhões de euros em apenas um mês.
    De acordo com o boletim mensal do IGCP - Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, o Estado conseguiu atrair nos primeiros onze meses do ano mais 856 milhões de euros das poupanças dos particulares no retalho, em termos líquidos (entre emissões e amortizações) face ao final do ano passado.
    Destes, 431 milhões de euros foram através da captação de certificados de aforro, que desde a melhoria nas suas condições têm vindo gradualmente a conseguir captar mais poupanças, depois de um largo período de queda.
    A novidade acaba mesmo por ser o valor conseguido com certificados do tesouro. Este instrumento tem estado vedado desde agosto de 2012 a novas subscrições, sendo que tinham sido criados em 2012.
    No entanto, o IGCP decidiu lançar uma nova versão chamada certificados do tesouro poupança mais e o valor disparou.
    No final de 2012, o valor subscrito em certificados do tesouro estava nos 1.416 milhões de euros e no final de outubro estava um milhão de euros abaixo, nos 1.415 milhões de euros, mas em novembro, com a entrada em vigor deste novo instrumento, o número disparou para os 1.841 milhões de euros.
    No final são mais 425 milhões de euros, em termos líquidos, que o IGCP consegue captar das poupanças dos particulares com certificados de aforro em apenas um mês, quase o mesmo resultado que obteve em 11 meses com os certificados de aforro.

    Fonte: Notícias ao Minuto

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  • Portugueses pouparam 38 milhões em descontos na Internet

    Os portugueses pouparam 38 milhões de euros em sítios de descontos na Internet entre janeiro e novembro, de acordo com um estudo do Forretas.com, disse hoje à Lusa um dos responsáveis do portal, Gonçalo Poças.
    Criado em abril de 2011, o portal Forretas.com reúne numa só plataforma sítios de descontos em produtos, serviços, turismo, entre outros, e que permite comparar os preços dos mesmos.
    "Fomos o primeiro agregador de serviços e somos líderes nesta área", disse Gonçalo Poças, um dos sócios fundadores da empresa.
    Como agregadores de vários serviços, o Forretas.com consegue monitorizar vários dados do setor, sendo que a última informação recolhida aponta para que os portugueses tenham conseguido poupar 38 milhões de euros, "face ao preço que seria sem desconto", nos 11 primeiros meses do ano.
    "Os portugueses estão mais sensíveis na utilização das plataformas 'online' para as suas compras, utilizam, ainda mais nesta altura do ano, as oportunidades de desconto", nomeadamente tendo em conta a crise que o país atravessa, adiantou.
    Entre janeiro e novembro, foram vendidos "cerca de 700 mil cupões", o que representa um "crescimento de 25%", face ao ano anterior.
    "É um mercado que está de certa forma a solidificar", sublinhou.
    De acordo com os dados recolhidos, 74% das compras foram realizadas por mulheres, na sua maioria na faixa etária entre os 25 e 44 anos (62%).
    Por zonas geográficas, o estudo aponta que metade das compras com descontos foram efetuadas na zona da Grande Lisboa, 21% na área do Grande Porto e 7% na região de Setúbal.
    Em comparação com o ano passado, a categoria que mais cresceu foi a do turismo, que inclui escapadas, hotelaria, férias, representando 33% do total das vendas.
    A área dos produtos, que inclui a tecnologia e pequenos eletrodomésticos, foi a segunda mais vendida, com um peso de 25%.
    "Face a 2012, este mercado cresceu cerca de 25%", sendo que em relação a 2011 "o aumento foi de 300%".
    "Em contraciclo económico, este crescimento é muito agradável", salientou.
    "Acreditamos que o total de poupança este ano deverá atingir os 45 milhões de euros, sendo que o mercado deverá faturar entre 26 e 27 milhões de euros", disse.
    Em 2012, este mercado tinha faturado 24 milhões de euros.
    Questionado sobre as razões para o aumento do consumo de cupões de descontos na Internet, Gonçalo Poças disse: "Acredito que há um binómio: o facto destas plataformas terem possibilitado a muita gente a consumir 'online' e o facto também da crise".
    Isto é, "acreditamos que o grande motor destas plataformas é a crise, do ponto de vista do utilizador final permite continuar a consumir com um grande nível de poupança, sendo que este ano o desconto médio é de 62,6%", argumentou.

    Fonte: Notícias ao Minuto

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  • De educadora de infância a formadora graças ao microcrédito

    Educadora de infância de formação, Rita Leal fez doutoramento na área da didática e, confrontada com uma situação de desemprego, viu no microcrédito a oportunidade de rentabilizar a sua aposta académica e criar o próprio negócio.
    No "terreno" há pouco mais de um ano e sedeada no UP - Unidade Empresarial de Paranhos, no Porto, a FAL - Formação, Avaliação & Liderança é uma empresa de formação nas áreas da educação, turismo de natureza e aquariofilia que nasceu da iniciativa da microempresária e mereceu o apoio da Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC).
    Em entrevista à agência Lusa no âmbito do I Dia Nacional do Microempresário, que se assinala no sábado, Rita Leal recorda que o primeiro contacto com a ANDC surgiu quando, desempregada e com um curso de educadora de infância e um doutoramento em didática e formação concluídos, teve que pensar em "como rentabilizar a formação académica que tinha e criar o próprio negócio".
    Da associação apenas conhecia o que tinha ouvido "numa publicidade na televisão", mas um primeiro contacto direto com a ANDC fez-lhe ver que "era possível andar para a frente" com o projeto e a associação "disponibilizou de imediato um técnico para acompanhar todo o processo".
    Para Rita Leal, que recorreu a um microcrédito de 6.000 euros para arrancar com a FAL, mais do que o período de carência no pagamento do empréstimo ou a taxa de juro mais reduzida, a grande vantagem do sistema foi a assessoria prestada pela ANDC na construção de todo o modelo de negócio.
    "Todo o projeto foi construído com eles. Em todos os passos na construção do modelo de negócio - que, para nós que não temos formação nessa área, são complicados - deram-nos formação e foi esse acompanhamento que, depois, resultou num projeto que eles apresentaram ao banco que nós escolhemos", recordou.
    Segundo a microempresária, para o aval do banco ao projeto e ao empréstimo pedido em muito terá contribuído o apoio da ANDC: "O banco, quando recebe o nosso projeto, já recebe um parecer positivo da associação, dizendo que o projeto tem validade e consegue ser sustentável. Portanto, já existe uma facilidade maior em concederem o crédito", disse.
    "Mas, para mim, o que fez toda a diferença foi a parte do modelo de negócio, [de definir] o que temos e quanto temos que vender para o projeto ser sustentável. Nesses pormenores todos que, para quem não tem formação na área da economia, são muito complicados, sem dúvida que o apoio da técnica da associação fez toda a diferença", sustentou.
    De acordo com Rita Leal, durante o primeiro ano do projeto o acompanhamento feito pela ANDC "é muito sistemático", com "reuniões periódicas para fazer o ponto de situação".
    "Mas, depois de termos o modelo de negócio definido, vamos conseguindo caminhar sozinhos. Passado algum tempo, acaba por haver autonomia da parte do microempresário e por ser ele a definir até que ponto precisa do apoio da associação, que está lá sempre como recurso", explica.
    No caso da FAL, "a associação continua a acompanhar [a empresa] até hoje", estando em aberto a possibilidade de recurso a um novo microcrédito para alargamento da atividade para a área da formação à distância.

    Fonte: RTP Notícias

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  • Famílias insolventes podem vir a ter lista negra na internet

    Portugal poderá vir a ter uma lista negra na internet para as famílias insolventes. A nova legislação está a ser preparada pela União Europeia e implica que os registos de insolvência dos particulares sejam disponibilizados na internet, o mais rapidamente possível, após a abertura do processo de insolvência, avança esta terça-feira o Jornal de Negócios.

    A Comissão Nacional de Proteção de Dados, ouvida por Bruxelas, está contra a introdução desta nova regra, semelhante às listas públicas que já existem para os devedores às Finanças, à Segurança Social e a lista pública de execuções, cidadãos com dívidas em cobrança pelos tribunais, mas que já não tem bens para ser penhorados. O que aqui está em causa, diz a CNPD, é "o direito à vida privada, que se encontra aqui em confronto com o direito à publicidade da aplicação da administração da Justiça".

    Se, por um lado, a informação pode ser importante para os bancos que pretendem proteger-se ao negociar com novos clientes, num momento em que as insolvências a particulares têm vindo a aumentar, por outro lado, a "publicação na internet não se compagina com a efetiva segunda oportunidade que é dada aos devedores insolventes", argumenta a CNPD, num parecer citado pelo Negócios.

    A proposta de Bruxelas pretende incluir na informação ao público, o nome, morada e e-mail dos devedores, assim como a data de abertura do processo, o tribunal e os contactos dos administradores de insolvência. 

    Fonte: Dinheiro Vivo

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  • Associação dos Pensionistas e Reformados admite que números de penhoras de pensões são muito elevados

    A presidente da Associação dos Pensionistas e Reformados (APRe!), Maria do Rosário Gama, afirma que o elevado número de penhoras de pensões de reforma da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações surpreende, embora não se trate de uma realidade desconhecida.

    Em declarações ao jornalista da Antena1 Nuno Rodrigues, Maria do Rosário Gama confessa que “não fazia ideia dos números”. Este ano registam-se mais 17 por cento de penhoras do que em 2012, de acordo com os dados da Câmara dos Solicitadores revelados esta manhã pelo Jornal de Negócios. Até novembro foram penhoradas pensões num valor total de 39,5 milhões de euros, o que equivale a cerca de 125 mil euros por dia.

    “São números elevadíssimos, mas conheço situações de pessoas que tiveram que fazer hipotecas para poder pagar os impostos do IRS. Temos outro caso de pessoas que fazem empréstimos sucessivos para poder resolver compromissos que assumiram e que neste momento não têm possibilidades. Um senhor há dias dizia-me que era a insolvência ou o suicídio. São casos muito dramáticos”, afirma.

    Fonte: RTP Notícias

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