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2013-12-10
Educadora de infância de formação, Rita Leal fez doutoramento na área da didática e, confrontada com uma situação de desemprego, viu no microcrédito a oportunidade de rentabilizar a sua aposta académica e criar o próprio negócio.
No "terreno" há pouco mais de um ano e sedeada no UP - Unidade Empresarial de Paranhos, no Porto, a FAL - Formação, Avaliação & Liderança é uma empresa de formação nas áreas da educação, turismo de natureza e aquariofilia que nasceu da iniciativa da microempresária e mereceu o apoio da Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC).
Em entrevista à agência Lusa no âmbito do I Dia Nacional do Microempresário, que se assinala no sábado, Rita Leal recorda que o primeiro contacto com a ANDC surgiu quando, desempregada e com um curso de educadora de infância e um doutoramento em didática e formação concluídos, teve que pensar em "como rentabilizar a formação académica que tinha e criar o próprio negócio".
Da associação apenas conhecia o que tinha ouvido "numa publicidade na televisão", mas um primeiro contacto direto com a ANDC fez-lhe ver que "era possível andar para a frente" com o projeto e a associação "disponibilizou de imediato um técnico para acompanhar todo o processo".
Para Rita Leal, que recorreu a um microcrédito de 6.000 euros para arrancar com a FAL, mais do que o período de carência no pagamento do empréstimo ou a taxa de juro mais reduzida, a grande vantagem do sistema foi a assessoria prestada pela ANDC na construção de todo o modelo de negócio.
"Todo o projeto foi construído com eles. Em todos os passos na construção do modelo de negócio - que, para nós que não temos formação nessa área, são complicados - deram-nos formação e foi esse acompanhamento que, depois, resultou num projeto que eles apresentaram ao banco que nós escolhemos", recordou.
Segundo a microempresária, para o aval do banco ao projeto e ao empréstimo pedido em muito terá contribuído o apoio da ANDC: "O banco, quando recebe o nosso projeto, já recebe um parecer positivo da associação, dizendo que o projeto tem validade e consegue ser sustentável. Portanto, já existe uma facilidade maior em concederem o crédito", disse.
"Mas, para mim, o que fez toda a diferença foi a parte do modelo de negócio, [de definir] o que temos e quanto temos que vender para o projeto ser sustentável. Nesses pormenores todos que, para quem não tem formação na área da economia, são muito complicados, sem dúvida que o apoio da técnica da associação fez toda a diferença", sustentou.
De acordo com Rita Leal, durante o primeiro ano do projeto o acompanhamento feito pela ANDC "é muito sistemático", com "reuniões periódicas para fazer o ponto de situação".
"Mas, depois de termos o modelo de negócio definido, vamos conseguindo caminhar sozinhos. Passado algum tempo, acaba por haver autonomia da parte do microempresário e por ser ele a definir até que ponto precisa do apoio da associação, que está lá sempre como recurso", explica.
No caso da FAL, "a associação continua a acompanhar [a empresa] até hoje", estando em aberto a possibilidade de recurso a um novo microcrédito para alargamento da atividade para a área da formação à distância.
Fonte: RTP Notícias
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Com boas ideias! Os manuais escolares para o 1.º ano de escolaridade são agora oferecidos, tanto aos alunos que frequentam o ensino público como aos que estudam em colégios privados. Ficam de fora os livros de fichas e os manuais dos restantes ciclos, sendo que é no 7.º ano que a fatura pesa mais (258,10 euros).
Estima-se que as famílias gastam todos os anos, em média, 216€ por aluno em manuais escolares do 5º ao 12º ano, enquanto que no ensino primário gastam uma média de 42€.
Boas ideias para poupar precisam-se. E existem: A Book in Loop é um exemplo. Trata-se de um projeto português da Universidade de Coimbra, criado por três estudantes e ajuda a reduzir o preço dos manuais para as famílias de 216€ para cerca de 43€.
O processo é simples: quem tiver manuais usados em boas condições acede a bookinloop.com ou novoanoescolar.pt e fica a saber onde se situam os pontos de recolha em que pode entregar gratuitamente os livros. A Book in Loop pode também recolher ao domicílio.
Os manuais entregues passam depois por um controlo de qualidade desenvolvido por uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro a fim de garantir as condições de utilização. E os livros são então colocados à venda no website. Nesta altura, as famílias acedem novamente à plataforma, identificam o estabelecimento de ensino e o ano escolar do(s) filho(s) e encomendam os livros.
É uma das questões que me perguntam com frequência. Saldos, contas, juros, poupanças, aplicações financeiras - o Estado vai passar a ter acesso a todas estas informações. Até dia 31 de Julho de 2017, todas as entidades financeiras (bancos, seguradoras, fundos de investimento, etc) são obrigadas a entregar ao Fisco a sua lista de clientes residentes e não-residentes (estrangeiros com contas cá, por exemplo) e os respetivos dados.
Como se processa depois? O Estado ficará com a informação financeira dos cidadãos residentes e exportará os dados relativos aos não-residentes para os países onde estes vivem. Da mesma forma, o Estado português irá receber a informação dos cidadãos que vivem em Portugal e que têm contas ou poupanças lá fora.
A medida destinada ao combate à evasão fiscal foi aprovada em Abril, em Decreto-Lei, e conta com a adesão de cerca de 100 países. Terá portanto uma grande abrangência.
A iniciativa partiu da DECO, que no passado dia 23 de agosto, lançou um manifesto a exigir ao governo que todas as despesas escolares (incluindo por exemplo cadernos e transportes) sejam descontadas no IRS.
Recorde-se que desde 2015, só podem ser deduzidas em sede de IRS, as despesas de educação isentas de IVA ou sujeitas à taxa mais baixa (6%), tais como propinas, gastos com manuais escolares, mensalidades de creches, jardins de infância e escolas, etc.
Têm ficado de fora os gastos em que se aplica a taxa de IVA a 23%: cadernos, lápis, canetas, borrachas e todo o restante material utilizado na atividade escolar, além das restantes despesas relacionadas com o transporte, alimentação e alojamento dos estudantes.
Segundo as contas da Deco, com a atual situação, serão cerca de 180 milhões de euros que o Estado não devolve todos os anos aos contribuintes portugueses.
"Considerando que Portugal tem, no total e em todos os níveis de ensino (dados de 2014), 2 081 827 alunos, e especulando de forma conservadora, que a despesa média anual de educação por dependente (ou do próprio contribuinte) ronda os 300 euros, estamo-nos a referir a deduções médias que se situam nos 90 euros (225 euros se considerarmos a aquisição de computadores). Deste modo, é fácil concluir que o Estado está a reter nos seus cofres cerca de 180 milhões de euros que deveriam pertencer aos contribuintes", refere o comunicado.
O manifesto será entregue ao Parlamento e todos podem participar nesta iniciativa através do site www.cortenadespesaescolar.pt, sendo que quem assinar o texto recebe um cupão de desconto para poder usar em compras de material escolar numa cadeia de lojas a nível nacional.
A Dra. Florbela Oliveira, estará no próximo dia 29 de Novembro no 2º ENCONTRO PARA MÃES CUF. Irá falar-nos sobre “Ter filhos em dias de crise”. A actual crise, com desemprego elevado, pode interferir na decisão de ter filhos e provocar um adiamento do projecto do casal, que continua a dar importância à situação laboral e à existência de serviços de apoio. As famílias estão cada vez mais preocupadas com a questão financeira, mas também com a forma como organizam o tempo.
A maternidade nunca foi considerada a coisa mais fácil do mundo, mas ser mãe nos dias de hoje é um desafio como nenhuma geração anterior de mães passou, de forma geral. Qual é o papel da mãe em pleno século XXI? Veja estas e muitas outras questões serem abordadas. Contamos consigo no hospital CUF Porto, pelas 15h00. Não falte!
O primeiro-ministro diz que o reembolso antecipado de parte do empréstimo do FMI é um "bom princípio" para Portugal. Em Atenas, a convite do homólogo grego, Passos Coelho adiantou que Portugal vai apoiar a intenção da Irlanda de pagar antecipadamente, por se tratar de uma proposta "racional". O chefe de Governo diz que pode ser uma solução vantajosa também para Portugal, quando o país conseguir melhores perspetivas nas taxas de juro. Numa conferência de imprensa conjunta, com o primeiro-ministro Antonis Samaras, Passos Coelho mostrou-se ainda confiante de que a Grécia vai concluir com sucesso o programa de assistência financeira e sublinhou que a saída da troika faz toda a diferença.
A crise entre a Europa e a Rússia "fez aumentar a importância geopolítica da REN", como "companhia estratégica" no aprovisionamento de gás natural, comentou ao Expresso o recém-eleito presidente da Redes Energéticas Nacionais (REN), Rui Vilar, à saída da Assembleia Geral da empresa, realizada quinta-feira nas instalações de Sacavém e que contou com a representação de 82% do capital da REN.